
Uma base sem conceitos pré-definidos é provavelmente a melhor base para construir o verdadeiro saber. Os valores, as ideias e os ideais que a sociedade nos transmite são assimilados por nós de uma maneira que nos transcende. Agimos em conformidade com o que acontece em nosso redor sem um mínimo de esforço. Aliás, tudo quanto fazemos está já tão enraizado que acaba por fazer parte de nós, feliz ou infelizmente. E esta imagem/fotografia, com os bebés e os adultos no supermercado, vem demonstrar isso mesmo. É quase cruel a maneira como uma foto tão engraçada e inocente pode revelar tanto sobre nós (seres humanos em comunidade) e os preconceitos que temos, e principalmente o modo como estão escondidos. Tanto ao ponto de não nos conseguirmos distanciar o suficiente para nos apercebermos verdadeiramente que estamos a discriminar alguém.
O facto de duas pessoas de etnias diferentes estarem de costas uma para a outra vem destacar a discriminação racial – o modo como viram as costas os povos uns aos outros pelo simples facto de terem diferentes cores de pele. E isto porque nos foi dito, ensinado, ouvimos alguém dizer, porque “é feio”, ou por qualquer outro motivo que não vem directa e genuinamente de nós mas que agora nos pertence. E o facto de ser este preconceito adquirido é demonstrado pelos dois inocentes e ingénuos bebés de etnias diferentes que, curiosamente colocados frente a frente, interagem.
E estará esta discriminação correcta? Porque, se tanto clamamos por direitos de igualdade, temos estas atitudes tão preconceituosas e que tanto se afastam destes nossos ideais? É difícil perceber-se a génese do preconceito. No entanto, há alguns factores que o podem justificar. Por exemplo, discriminamos se soubermos à partida que, se não o fizermos, nos irão pôr a nós à parte. Discriminamos também de acordo com a nossa experiência pessoal – por exemplo, se uma rapariga tiver sido assaltada por um grupo de pessoas de outra etnia e outra não, é mais provável que a primeira seja racista do que a segunda. Com o mesmo exemplo, podemos concluir ainda que a primeira generaliza um caso único ao atribuir uma avaliação negativa relativamente a todo o grupo de uma etnia. Apesar de tudo, na minha opinião, nada justifica verdadeiramente a discriminação. Aliás, quando os argumentos que respondem a uma questão deste tipo não são muito fortes é porque, provavelmente, não há uma verdadeira justificação (como demos a filosofia, a indução pode levar-nos a cometer falácias – exemplo do assalto). Todos somos seres humanos. Sentimos, olhamos e vemos, comunicamos entre nós e queremos o mesmo: ser felizes. Por isso, impormo-nos estas regras de discriminação mais não é que negar a nossa própria existência. E os bebés, que não conhecem ainda a selva que é a sociedade nem estas imposições sociais, reagem naturalmente, e procuram saber, procuram o verdadeiro saber, que parte de nós próprios, através da interacção e do conhecimento.
O facto de duas pessoas de etnias diferentes estarem de costas uma para a outra vem destacar a discriminação racial – o modo como viram as costas os povos uns aos outros pelo simples facto de terem diferentes cores de pele. E isto porque nos foi dito, ensinado, ouvimos alguém dizer, porque “é feio”, ou por qualquer outro motivo que não vem directa e genuinamente de nós mas que agora nos pertence. E o facto de ser este preconceito adquirido é demonstrado pelos dois inocentes e ingénuos bebés de etnias diferentes que, curiosamente colocados frente a frente, interagem.
E estará esta discriminação correcta? Porque, se tanto clamamos por direitos de igualdade, temos estas atitudes tão preconceituosas e que tanto se afastam destes nossos ideais? É difícil perceber-se a génese do preconceito. No entanto, há alguns factores que o podem justificar. Por exemplo, discriminamos se soubermos à partida que, se não o fizermos, nos irão pôr a nós à parte. Discriminamos também de acordo com a nossa experiência pessoal – por exemplo, se uma rapariga tiver sido assaltada por um grupo de pessoas de outra etnia e outra não, é mais provável que a primeira seja racista do que a segunda. Com o mesmo exemplo, podemos concluir ainda que a primeira generaliza um caso único ao atribuir uma avaliação negativa relativamente a todo o grupo de uma etnia. Apesar de tudo, na minha opinião, nada justifica verdadeiramente a discriminação. Aliás, quando os argumentos que respondem a uma questão deste tipo não são muito fortes é porque, provavelmente, não há uma verdadeira justificação (como demos a filosofia, a indução pode levar-nos a cometer falácias – exemplo do assalto). Todos somos seres humanos. Sentimos, olhamos e vemos, comunicamos entre nós e queremos o mesmo: ser felizes. Por isso, impormo-nos estas regras de discriminação mais não é que negar a nossa própria existência. E os bebés, que não conhecem ainda a selva que é a sociedade nem estas imposições sociais, reagem naturalmente, e procuram saber, procuram o verdadeiro saber, que parte de nós próprios, através da interacção e do conhecimento.
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